7 em cada 10 brasileiros perderam renda no 1° semestre

Atualizado em 14 de set de 2020
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Uma pesquisa feita pela fintech Acordo Certo (especializada em oferecer soluções que visam o bem-estar financeiros dos consumidores), que contou com 1487 entrevistados entre os dias 11 e 14 de agosto, apontou que 82% das pessoas priorizaram algumas contas em detrimento de outras na primeira metade deste ano.

Dentre os entrevistados, 74% ainda não haviam regularizado todas elas.

Estes números apontados pela pesquisa revela os impactos negativos que a pandemia causada pelo novo coronavírus no orçamento familiar dos brasileiros, onde 70% destes declararam que perderam renda nesse período.

Quer entender mais o que esses números demonstram? Siga com a sua leitura e confira!

7 em cada 10 brasileiros perderam renda no 1º semestre

Quase metade dos entrevistados revelou que não tiveram alterações em suas situações de trabalho, entretanto, a cada 10 pessoas, 3 revelaram que deixaram de trabalhar com o advento da pandemia e tiveram perdas em sua renda mensal.

Com isso, algumas contas ficaram para trás. Negociações de dívidas foram as contas que mais deixaram de ser pagas, seguidas pelas faturas de cartão de crédito e conta de luz.

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Mais de 50% dos entrevistados afirmou também que precisaram pedir dinheiro emprestado para poderem quitar suas dívidas, sendo que 53% destes pediu a algum amigo ou parente.

Para quitar todas as contas, alguns meios foram procurados, como a diminuição de juros e renegociação de dívidas. Nisso, 71% conseguiu negociar no Acordo Certo, e destes, 35% afirmam que essas dívidas foram contraídas por conta dos impactos causados pelos efeitos da pandemia.

O auxílio emergencial e o saque do FGTS

O auxílio emergencial e o saque do FGTS também marcaram presença na pesquisa. Segundo as respostas dos entrevistados, a grande maioria usou esses benefícios para pagar contas atrasadas e comprar alimentos. Além disso, esse dinheiro extra também foi usado para pagar contas mensais e quitar dívidas com parentes e amigos.

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Apesar de todos os problemas que o brasileiro médio vem enfrentando na hora de pagar suas contas, a maioria destes estão em busca de renegociar suas dívidas e aliviar a sua situação financeira.

Na plataforma do Acordo Certo, do mês de janeiro a julho, foram feitas mais de 1,5 milhão de renegociações, apontando que as pessoas andam preocupadas em quitas suas dívidas e manter os seus nomes sem maiores restrições.

Thales Becker, CMO do Acordo Certo comentou sobre a situação. Disse:

“Ninguém gosta de ficar inadimplente, mas é natural que com o orçamento apertado, algumas contas mais urgentes e compra de comida sejam priorizadas. Outra pesquisa que fizemos em maio, já indicava que as pessoas achavam que não conseguiriam pagar todas as dívidas no curto prazo. Quando as finanças estiverem menos fragilizadas, as pessoas precisarão de soluções que as ajude a retomar ao equilíbrio.”

Já era esperado que a pandemia provocada pelo COVID-19 traria impactos ao orçamento familiar do brasileiro, e diante dessa condição, a melhor escolha é organizar bem as próprias finanças e buscar pelos melhores meios de quitar todas as dívidas possíveis.

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Pablo Januario