Consórcio ou financiamento: qual é a melhor alternativa para comprar um imóvel?

Atualizado em 29 de jun de 2020

O sonho da casa própria ainda é largamente disseminado entre a população brasileira, sendo a meta de vida de muitas pessoas no país. Sendo assim, nada melhor que saber bem qual a melhor forma de investir o dinheiro para a compra do seu imóvel.

Antes de dar um passo tão importante e que vai exigir um grande investimento, é preciso entender bem os modelos de concessão de crédito que se procura, e para a compra de imóveis, os mais populares são o consórcio e o financiamento.

Afinal, qual a melhor opção para adquirir um imóvel?

Essa questão não é tão simples de ser respondida como se possa imaginar, pois, existem uma série de fatores que devem ser considerados nessa decisão. O ideal, é começar analisando a quantia total que se tem para gastar na aquisição da casa ou apartamento.

Quando se faz uma comparação destas, é preciso ter em mente que ambas as opções possuem prós e contras, e o ideal é sempre conversar com um profissional especializado na temática, como o gerente de seu banco, para ajudar na melhor escolha para o seu perfil.

Mas para elucidar um pouco mais as coisas, nós desenvolvemos o texto abaixo, com todas as informações pertinentes sobre cada um dos modelos, fazendo um breve comparativo entre os dois ao fim.

Então, siga com a sua leitura e venha descobrir qual a melhor opção para comprar o seu imóvel.

Como funciona um consórcio?

Antes de tudo, é preciso entender mais sobre o modelo de consórcio, pois mesmo que bem disseminado, muitas pessoas não entendem bem o seu funcionamento.

Basicamente, um consórcio é formado por um grupo, onde todos os seus participantes realizam contribuições mensais por um tempo predeterminado — 80 meses, por exemplo. Nisso, a cada um mês, um dos participantes do grupo é contemplado.

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Mesmo depois dos contemplados, as contribuições do grupo continuam sendo realizadas até que todos os seus integrantes tenham recebido a carta de crédito que será realizada para a aquisição do seu bem, no caso, um imóvel.

Há duas formas distintas de ser contemplado no sistema de consórcio. A primeira delas, é através dos sorteios realizados a cada mês. Já a segunda, é quando você dá um lance que corresponde a um certo percentual do bem desejado.

Ou seja, aqueles que estão optando por dar um lance em uma assembleia mensal, estão, na verdade, antecipando prestações. Dessa forma, vence a pessoa que tiver a condição de antecipar o maior valor de prestações possível.

Imagine que você possa e aceita quitar 50% da sua dívida. Caso ninguém esteja disposto a cobrir o seu lance, você será contemplado com a carta de crédito em questão.

Lembrando que a quantia paga em cada uma das parcelas sofre um reajuste anual, e dado isso, é importante sempre analisar o índice de preço estabelecido no contrato antes de fazer o negócio.

Consórcio ou financiamento para comprar imóveis?

O financiamento é um tipo de contrato realizado através de bancos, que é um modo muito procurado por quem deseja adquirir a casa própria. Lembrando que, o banco adiantará ou emprestá o dinheiro para o cliente, mas em troca disso, irá cobrar um valor final com juros e encargos.

Na modalidade de financiamento, o banco compra o imóvel, e o comprador começa a quitar as parcelas a cada mês até o final da dívida. O prazo máximo de financiamento vigente é de 30 anos, porém, quanto maior o prazo de pagamento, maior é o valor da prestação e vice-versa.

É sempre importante lembrar que o comprador deve separar uma certa quantia em dinheiro para realizar o pagamento da entrada no financiamento do seu imóvel, e o valor desta tende a variar de um banco para o outro.

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Os bancos privados geralmente seguem as diretrizes da Caixa, e acabam por cobrar valores similares a ela em seus financiamentos. O financiamento do banco público feito por meio do Sistema Financeiro Habitacional, cobra juros que começam em 9% ao ano + TR, e para os cotistas que utilizam do FGTS, esse valor começa em 7,85% + TR.

Diferentemente do financiamento, o consórcio não possui a cobrança de juros. Como vimos anteriormente, o grupo reúne pessoas através de instituições e empresas especializadas, que possuem autorização para compor uma espécie de caixa único, onde todos os associados contribuem mensalmente com um valor fixo e uma taxa de administração.

Porém, aqui é fundamental lembrar que o imóvel não é adquirido imediatamente com o consórcio. Nele, você precisará esperar até ser contemplado com a carta de crédito, ou então dar um lance para consegui-la.

Vantagens e desvantagens do financiamento e consórcio

Como você pode ver ao longo do texto, existem vantagens e desvantagens em ambos os sistemas, e cabe a você avaliar qual a sua necessidade e qual deles melhor se encaixa em seu perfil.

Confira:

  • Agilidade: assim que o financiamento é aprovado, o dinheiro já é liberado para que o cliente adquira o seu imóvel. Além disso, é possível diluir suas parcelas em prazos bem longos;
  • Taxa de juros e entrada: diferentemente do financiamento, onde as taxas de juros são altas, no consórcio não há cobrança de juros e nem valor de entrada. Além disso, também existe a questão de que o financiamento bancário possui uma burocracia bem alta e o interessado deve apresentar uma série de diferentes documentos;
  • Tempo de espera: o consórcio é indicado para quem não tem a necessidade imediata de morar no imóvel, já que conseguir a carta de crédito pode levar anos, a não ser que se dê um lance alto. Para quem tem pressa, o financiamento é mais atrativo;
  • Valor: no caso do consórcio, você escolhe o seu valor e não precisa desembolsar uma quantia para a entrada. No financiamento, algumas instituições financeiras exigem que você tenha o dinheiro em mãos para dar entrada.
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Enfim, essas são as principais considerações que você deve fazer antes de decidir o método para comprar o seu imóvel. De todo modo, analise, compra e estude as condições de seu orçamento.

Assim ficará muito mais simples visualizar qual a melhor opção para o seu caso!

 

 

 

 

Pablo Januario