Conta Black: Não é um banco, mas você tem quase tudo – Confira taxas e como fazer!

Atualizado em 15 de out de 2019

O Brasil é um país que possui mais de 200 milhões de pessoas, sendo que 60 milhões não possuem qualquer vínculo com as instituições financeiras tradicionais. Embora não possuam acesso ao crédito, essas pessoas movimentam nada menos do que R$ 871 bilhões a cada ano, segundo o Instituto Locomotiva. Essa falta de ligação com os bancos pode dificultar na solicitação de crédito ou no pedido de um cartão, embora esteja com o nome limpo. Isso pode acontecer pelo baixo índice no score.

O que é Fintech?

Fintech é a união das palavras financial (financeiro) e technology (tecnologia). A Fintech é uma startup que busca inovar nos serviços do setor financeiro. Ganha destaque por atuar com baixos custos em comparação com os bancos tradicionais que ainda possuem sistemas arcaicos.

A grande missão é a inovação e a otimização dos processos financeiros. Inclusive existe uma Associação Brasileira de Fintechs. O objetivo é desburocratizar o acesso ao crédito. A Conta Black se insere neste segmento.

Leia também:
[Especial batalha de contas] Banco Inter x Neon: qual a melhor?

O que é a Conta Black?

A Conta Black é oferecida para clientes que poderão realizar transferências, cobranças pagamentos e até ter um cartão de crédito. Ela pode ser aberta por pessoas físicas ou jurídicas, oferecendo duas linhas de investimentos.

A ideia é aproximar a empresa cada vez mais do público que acaba tendo seus pedidos de crédito negados pelas instituições convencionais. É uma parcela muito grande da população que fica sem esse tipo de assistência.

conta black

Um auxílio para os desfavorecidos

Destes 60 milhões de brasileiros que não possuem ligações com bancos, 86% pertencem às classes C, D e E. E ainda, 70% deles são negros ou pardos e 60% são mulheres. Até por isso a Conta Black atua com tarifas baixas, são R$ 5 por boleto compensado e R$ 10 por TED, que são as transferências com outros bancos.

Como ter Conta Black?

O objetivo da startup é desburocratizar. Então basta você acessar este link e preencher as informações solicitadas. Dentro de poucos minutos já terá aberto a sua Conta Black.

É uma chance para monitorar de perto o seu fluxo de renda. E o melhor, dá para acessar pelo celular, no tablet ou pelo computador. É bem fácil de controlá-la.

Leia também:
Apple Card: Condições, taxas e tudo sobre o primeiro cartão de crédito da Apple

Taxas Conta Black – todas as tarifas

É possível solicitar um cartão empresarial ou pessoal, no sistema pré-pago. A transferência de dinheiro entre usuários, seja para a entrada ou saída não é cobrada.

A cada TED, existe cobrança de R$ 10,00 e R$ 5,00 por boleto compensado. É possível fazer retiradas ou pagamentos de até R$ 5 mil.

A Conta Black é um banco?

Não. A Conta Black não é considerada um banco. Porém, oferece diversos serviços iguais os das contas correntes tradicionais. Permite o pagamento de boletos, transferência de dinheiro e outros tipos de cobranças. Oferece até mesmo um cartão de crédito.

Os clientes ainda conseguem organizar a vida financeira e recebem dicas sobre o assunto.

Vale a pena ter uma Conta Black?

Se você é daqueles que está com o nome limpo nos órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e o Serasa, mas não costuma realizar muitas compras à prestação, é possível que o seu score de crédito esteja baixo. Dessa forma, fica mais difícil ter um cartão de crédito ou mesmo abrir uma conta em banco. A Conta Black é para você que está procurando uma instituição financeira compromissada e que não cobra tantos juros quanto os bancos convencionais. É a chance de ter uma conta e evitar aquela terrível burocracia que ainda existe.

Deixe de fazer parte destes 60 milhões de pessoas que ainda não possui ligação com um banco e abra a sua Conta Black, é bem fácil e não custa nada. Como trata-se de um serviço novo, é importante fazer o cadastro, realizar testes e acompanhar a evolução. Este tipo de solução financeira já é considerada inovadora e vem assumindo posição de vanguarda para tarefas que antes eram verdadeiros monopólios das instituições tradicionais.

Leo Caprara