Devo pagar financiamentos? O que fazer durante a crise do corona!

Atualizado em 24 de mar de 2020

O coronavírus chegou para abalar o ano de 2020, e isso se deu em escala global. O vírus de origem chinesa vem se alastrando por todas as partes do globo e impactando diversos países, sejam eles de terceiro mundo ou mesmo países altamente desenvolvidos, como é o caso da Itália e dos Estados Unidos.

Com uma rapidez de contágio e disseminação gigantesca, o Covid-19 não deu tempo para que a população e as nações do mundo se preparassem para o baque que a quarentena acarreta na atividade econômica.

O grande problema do coronavírus está no fato de que sua capacidade de transmissão é muito rápida, e mesmo que nem todas as pessoas atingidas sofram gravemente com a ação do vírus, apenas internação daqueles em que a doença evoluir para um quadro mais grave, tem a capacidade de superlotar a rede médica e criar um verdadeiro caos.

Na Itália, por exemplo, a situação é exatamente essa, onde os hospitais já não possuem mais leitos para abrigarem os doentes e nem todos recebem o tratamento devido. A crise está tão grave no país, que há relatos afirmando que os profissionais da saúde estão tendo de escolher quais os pacientes infectados com o vírus deverão receber o tratamento, já que não há mais aparelhos respiratórios para todo mundo.

Ou seja, não há outra opção que não seja o distanciamento social e a quarentena. A China tomou medidas restritivas com relação a livre circulação de pessoas pelas ruas com cerca de 20 dias de epidemia, e hoje já tem índices bem positivos que mostram como o número de contágios locais tem diminuído com essas ações.

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O impacto da quarentena na economia

A quarentena é uma estratégia essencial e – atualmente – a única para impedir a disseminação do vírus em toda a população.

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E uma das consequências da quarentena no país é a queda brusca da atividade econômica, onde os comércios, pequenas empresas e profissionais autônomos não podem trabalhar.

Porém, a pandemia do coronavírus não isenta ninguém de suas contas, e elas devem ser pagas em dia.

Boletos como o de água, luz, telefone, fatura de cartão de crédito, condomínio e dentre outras cobranças devem ser quitadas na data estipulada, para que você consumidor não ganhe o status de inadimplente e tenha o nome sujo na praça. Agindo para que a epidemia do Covid-19 não se propague ainda mais no país, bancos e prestadores de serviços em geral estão adotando sistemas para que os consumidores possam fazer seus pagamentos e tenham seus atendimentos feitos à distância.

Além disso, alguns bancos estão dispostos a negociar suas dívidas, principalmente no caso de micro e pequenas empresas que possuem empréstimos nas instituições. Para o caso dos bons pagadores, que estão com as suas prestações em dia, haverá a possibilidade de prorrogar a data de vencimento da parcela por até 60 dias.

Se você quer saber como ficará as suas contas em tempos de coronavírus, siga com a sua leitura e confira!

Como pagar as contas em meio à crise do Covid-19?

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que os cincos maiores banco do país – Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil – estão dispostos e comprometidos a atender pedidos de seus clientes pela prorrogação do pagamento de dívidas por 60 dias, referente ao seu vencimento, tanto de pessoas físicas como de micro e pequenas empresas, para contratos feitos nessas instituições e limitados aos valores já utilizados.

Segundo a federação, os bancos mencionados estão demonstrando uma atitude muito sensibilizada com o momento que o país vive, onde os brasileiros estão preocupados com as consequências do novo coronavírus e muitos tiveram sua fonte de renda interrompida por conta da paralisação geral .

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Além disso, a Febraban também ressalta que vêm discutindo propostas junto aos bancos associados para amenizar os efeitos da pandemia no emprego e na renda da população, entendo o choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória.

Já o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou na segunda-feira (16), duas medidas para facilitar a renegociação de dívidas de um total de R$ 3,4 trilhões, de empréstimos feitos por famílias e pequenas empresas, além de ampliar a capacidade de crédito em até R$ 637 bilhões nesse momento de crise.

Segundo o Banco Central do Brasil, as medidas visam apoiar a economia nacional durante o enfrentamento da pandemia causada pelo Covid-19, que tem afetado e afetará ainda mais as empresas e famílias que tiveram sua fonte de renda prejudicada por conta do vírus.

Outra medidas para enfrentar o impacto do Coronavírus na economia

Com o passar dos dias e com o agravamento da disseminação do coronavírus em território brasileiro, o governo tem anunciado algumas medidas a serem tomadas na área econômica para dar assistência aos mais vulneráveis e ajudar a população passar por essa pandemia com impactos econômicos minimizados.

Já foram anunciados a antecipação do 13° salário dos aposentados e pensionistas do INSS para o mês de abril, além da redução nas taxas de juros dos empréstimos consignados, extensão do prazo de pagamento e até ajuda de custo para os profissionais autônomos.

Devo pagar meus financiamentos?

Sim, de uma forma ou de outra as parcelas dos empréstimos deverão ser pagas. Mas vale ir em busca de alternativas que estão sendo oferecidas pelos bancos e pelo governo federal para poder quitar as dívidas e não ter o nome restrito.

Ou seja, se você é um bom pagador e não tem parcelas atrasadas em seus financiamentos, ligue para a central de atendimento de seu banco e solicite a prorrogação do prazo para quitação das parcelas. Além disso, também está sendo facilitado o crédito consignado, que pode ser uma opção muito viável de não acumular dívidas em atraso e acabar se prejudicando ainda mais.

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Ninguém esperava a pandemia do coronavírus e a situação de quarentena realmente é atípica, ainda mais para os brasileiros. E para passar por essa crise da melhor maneira possível, siga as orientações dos governos, evite contato com outras pessoas e esteja atento com as resoluções que podem ajudar o seu bolso nesse momento de crise.

Leo Caprara