Empréstimo ficou mais barato? E vantajoso? Entenda o que muda com a Selic baixa

Atualizado em 14 de maio de 2020
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Toda a atual situação do Brasil e do mundo decorrente da crise provocada pela pandemia, está em constante mudança e isso em todos os meios e setores imagináveis. Como era possível de se prever, a economia seria uma das grandes atingidas por tudo o que vem ocorrendo. Com o anúncio da queda da taxa Selic para o seu menor patamar histórico, muitas pessoas estão em dúvidas se é vantajoso ou não pegar um empréstimo nesse momento e é isso que nós veremos aqui.

A queda da Selic e o seu impacto nos empréstimos

Com a queda histórica da taxa Selic para 3%, anunciado na última quarta-feira pelo Comitê de Políticas Monetárias, o COMPOM, algumas instituições bancárias reduziram a sua taxa de juros, tanto para clientes pessoa física, como os clientes pessoa jurídica.

Na verdade, foram três grandes bancos que fizeram isso, mais precisamente o Itaú, o Bradesco e o Banco do Brasil. O repasse do corte na taxa de juros nos empréstimos será integral, e além disso, também haverá uma redução nas linhas de crédito em 75 pontos-base.

Banco do Brasil, Bradesco e Itaú anunciam redução na taxa de juros após queda histórica da Selic

Banco Itaú

Agora, tanto os clientes pf (pessoa física), como os pj (pessoa jurídica) terão taxas de juros mais baixas em decorrência da queda da Selic para 3%, anunciada pelo COMPOM na última quarta-feira (06).

O cliente pessoa física terá uma redução de juros em seu emprestimo pessoal do Itaú. Porém, é interessante mencionar que os clientes de crédito imobiliário ainda estarão pagando os mesmos juros de antes. Entretanto, a linha de crédito imobiliário do banco teve uma queda de seus juros anuais, para 7,3% + TR no mês de abril.

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Agora, para os clientes pessoa física, haverá taxas menores de juros na contratação de capital de giro. Se você deseja saber qual será a taxa cobrada para a sua empresa, o Banco Itaú recomenda que você entre em contato com o seu gerente a partir da próxima semana, mais precisamente a partir da segunda feira, 11 de maio.

Segundo o que diz o Itaú, essas novas reduções reforçam ainda mais o compromisso da companhia para manter os seus preço competitivos, buscando sempre oferecer a melhor relação custo-benefício para cada um de seus clientes, sem que seja necessário abrir mão do valor agregado em seus serviços e produtos.

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Bradesco e Banco do Brasil

Assim como o Itaú, o Bradesco também anunciou que houve uma redução nas taxas de juros de suas principais linhas de crédito, que passará a ser válida a partir da próxima segunda feira, 11 de abril.

Porém, o banco ainda não especificou mais detalhadamente quais serão as linhas que irão ser beneficiadas com a queda dos juros. Já o Banco do Brasil anunciou que também vai reduzir as suas taxas de juros para pessoa física e jurídica em suas linhas de crédito. O valor da redução será de 0,75%.

A nova taxa cobrada pelo banco passará a valer nesta segunda feira (11).

A linha BB Crédito Imóvel Próprio terá redução na sua sua taxa mínima de 0,88% enquanto o Crédito Estruturado (que possui garantias), terá uma redução na taxa mínima para 0,83% mensais. Além disso tudo, aqueles que forem comprar um carro também terão alguns benefícios, pois a linha de crédito para compra de veículo 0km também caiu, indo de 0,60% para 0,54% ao mês.

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Já as pessoas jurídicas, haverá uma redução de juros em todas as operações de crédito na linha do Desconto de Cheques, redução esta de 0,06% por mês.

Anteriormente, o cliente pj pagava 1,21% de juros ao mês, passando agora a pagar só 1,15%. Também deve ser mencionado que as linhas de Desconto de Títulos e ACL terão taxas a partir de 0,88% por mês.

O momento é bom para pegar empréstimos?

Três grandes bancos anunciaram a queda em suas taxas de juros, o que significa que os valores estarão mais baixos no momento.

Estamos num momento de crise, porém, ainda há espaço para investir em novos empreendimentos, e dada a atual conjuntura causada pela queda na Selic, pode sim ser um bom momento para pegar um empréstimo, desde que muito bem analisado e planejado.

Por que houve um corte na Selic? Entenda

Como era de se prever – mas não de forma tão precisa -, a redução da taxa básica de juros respondeu o que vem ocorrendo por conta da crise da pandemia. Todo esse impacto na economia global tem causado muita incerteza nos mercados de todo o mundo.

Segundo os analistas, a previsão era de um corte menos agressivo, para cerca de 3,25%, o que não ocorreu. Agora, o Banco Central sinalizou que poderá realizar um novo corte na próxima reunião do COPOM. A última vez que houve um corte tão brusco assim, de 0,75% em pontos, foi em outubro de 2017. Agora, em 3%, a taxa é considerada estimulativa, ou seja, para estimular o crescimento da economia em geral.

Em síntese, com os financiamentos mais baratos, as empresas e pessoas físicas poderão tomar mais recursos para investir em novos negócios e empreendimentos.

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O COPOM divulgou um comunicado que diz que poderá fazer um último corte na taxa Selic já na próxima reunião (como dito acima), e isso tem como objetivo complementar o grau de estímulo necessário para a reação aos impactos econômicos causados pela pandemia.

O conselho decidiu que vai aguardar para fazer uma análise de como a crise irá se comportar nos meses que estão por vir. Na análise do COPOM, toda a incerteza que paira no cenário doméstico acaba por deixar incerto o espaço para um novo corte, e caso ocorra, possivelmente será pequeno.

O comitê disse que optou por uma provisão de estímulo um tanto mais moderada, para que assim consiga acumular mais informação em sua próxima reunião. Porém, ao mesmo tempo o COPOM reconhece que elevou a variância do seu balanço de riscos, e ressalta que as novas informações sobre os efeitos da crise serão importantíssimas para definir os seus próximos passos, assim como a diminuição das incertezas fiscais.

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Leo Caprara