O aumento do consórcio no Brasil

Atualizado em 2 de mar de 2021

No ano de 2020, a área de consórcios obteve 7,83 milhões de integrantes ativos, um verdadeiro marco para este setor.

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Além deste número, o volume de negócios chegou a casa dos R$ 163,63 bilhões, uma alta de mais de 20% se levarmos em consideração as informações da Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcio)

Na avaliação realizada, chegou-se a conclusão que o advento da pandemia global causada pelo novo coronavírus foi um impulsionador deste crescimento, já que as pessoas ficaram um pouco mais atentas para com o seu próprio futuro.

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Além disso, o consórcio também ganhou espaço por ser financeiramente atraente e ter juros considerados baixos, principalmente se compararmos com outras modalidades desse mercado.

Se você quer saber mais sobre o crescimento do consórcio no ano de 2020 e os principais detalhes a respeito da modalidade de crédito, siga com a sua leitura!

Aumenta a procura por consórcio no Brasil

Com o aumento do número de interessados pela modalidade de consórcio no Brasil, motivados pela preocupação causada pela pandemia, as instituições financeiras responsáveis começaram a pensar em novos produtos para clientes que queiram novas opções de investimento, ou mesmo que desejam ter uma poupança para determinados fins.

Durante esse período de crise, a população brasileira ficou muito mais atenta com o seu próprio dinheiro. Aqueles que não ficaram desempregados, tiveram que analisar aquilo que estavam pensando sobre o seu futuro, diz o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi.

Apesar da taxa Selic estar em um dos menores patamares da história, em 2%, o crédito ficou restrito e se manteve um tanto salgado para a classe média, principalmente para a parte mais baixa.

Com isso, é normal que o consórcio se torne atrativo, já que você paga uma parte mensal para adquirir um bem ou serviço de valor já definido.

Bancos ampliam as possibilidades para consórcio 

Boa parte dos consórcios do ano passado foram direcionados para a compra de veículos leves, agregando cerca de 3,84 milhões de participantes. Logo depois desse grupo, vem os clientes que desejam comprar motos, com aproximadamente 2,24 milhões de pessoas, e por fim, os interessados em adquirir imóveis, com 1,04 milhão de participantes.

Porém, os segmentos que tiveram o crescimento mais alto foram os de móveis duradouros e o de eletroeletrônicos, que tiveram atingiram 80,9%, e os serviços com 51,3%.

O Banco do Brasil fechou o ano de 2020 com cerca de 1,1 milhão de contas ativas, e planeja direcionar-se em 2021 para o segmento de imóveis, tornando o produto um pouco mais atrativo: com redução da taxa administrativa e prazo de pagamento entre 48 meses e 60 meses.

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Outro grande investimento em consórcio que ocorreu ano passado veio do Itaú Unibanco, que após entrar no segmento automotivo pesado e também de motocicletas, pretende estrear no ramo de serviços, como procedimentos cirúrgicos e eletrônicos, agregando desde smartphones até placas fotovoltaicas.

O que é e como funciona um consórcio?

Você sabe a fundo como funciona um consórcio?

Bom, é uma modalidade de crédito que reúne pessoas físicas e/ou jurídicas em um único grupo, onde a intenção de todos é adquirir determinado bem de consumo ou serviço.

O grupo tem um prazo de duração e um número de participantes determinado, e oferece a eles condições iguais para a conquista do bem ou serviço.

Em síntese, todos os integrantes contribuem com um valor mensal, formando uma espécie de poupança comum a todos para a compra do bem (carros, casas, equipamentos e etc.) ou serviço.

A cada mês, um ou mais consorciados são contemplados com o que se chama de carta de crédito, através de um sorteio ou por meio de lances, onde adquirem o direito de ter acesso ao dinheiro para comprar o seu bem.

Consórcio ou financiamento?

Apesar de, em certa medida, haver semelhanças entre as duas modalidades de crédito, o consórcio não deve ser confundido com o financiamento.

Como características em comum, podemos citar que ambos são contratos entre duas pessoas (os mais comuns sendo feitos entre pessoa física e pessoa jurídica), com destinação específica dos recursos.

No caso do financiamento, o contrato é realizado entre o cliente e a instituição financeira, e normalmente há algum tipo de garantia envolvida, podendo ser uma hipoteca ou a alienação fiduciária.

Nesse caso, o interessado deve se dirigir até o banco, onde receberá a proposta com as condições de pagamento desse crédito. Caso o contrato seja selado, o banco adquire o bem e repassa ao cliente, este que se torna devedor do mesmo, mas recebe o bem imediatamente.

As condições de pagamento do financiamento envolvem taxas de juros, duração dos contratos e também o valor do bem que pode ser financiado. Normalmente, o cliente oferece uma entrada para aliviar a incidência dos juros nas prestações.

Vale mencionar também que, o cliente deve comprovar renda para que a instituição financeira avalie a sua capacidade de pagamento, já que as prestações nunca podem ser maiores que 30% da sua renda familiar bruta.

Basicamente, a grande diferença entre o consórcio e o financiamento é que, no caso do primeiro, não há a cobrança de juros, há o que se chama de correção do crédito (similar à poupança), e o bem ou serviço só poderá ser adquirido no momento da contemplação.

No financiamento, você pagará por juros a cada mês, porém, não precisará esperar para ter o seu bem em mãos.

É possível dizer que é mais caro financiar um determinado produto ou serviço, que propriamente entrar num consórcio, mas caso a administradora cobre taxas demasiadamente altas, pode se equivaler aos juros e aí o financiamento se torna mais atraente.

Ou seja, de toda a forma o ideal é que você coloque todos os detalhes na ponta do lápis e compare as opções que você tem para conseguir conquistar o seu bem de consumo ou serviço.

A internet é uma aliada nesse sentido. Faça simulações, compare modalidades e escolha aquilo que melhor cabe em seu orçamento.

Pablo Januario