Parcelamento do cartão de crédito: vantagem ou cilada?

Atualizado em 31 de jul de 2020
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O cartão de crédito pode ser ótimo para a organização das finanças, porém, quando mal-usado ele também pode ser o motivo do descontrole financeiro.

Poder dividir suas compras e só começar a pagar a partir do outro mês é sim uma vantagem muito atrativa, mas o que fazer quando não se tem o dinheiro para quitar toda a fatura?

É nesse momento que todos os benefícios do cartão passam a não ser tão interessantes assim, não é?

Para usar bem o seu cartão de crédito e evitar o acúmulo de dívidas, nós preparamos este texto para te ajudar a entender quando o parcelamento da sua fatura pode ser interessante.

Como funciona o parcelamento do cartão?

Cada cartão de crédito é oferecido por um banco ou instituição financeira diferente. Sendo assim, cada um deles possui as próprias condições, taxas de juros e regras para os devedores.

Dado isso, se você se endividar, a primeira coisa a ser feita é entrar em contato com o banco e conhecer as opções que ele oferece.

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Se você não tem dinheiro para quitar toda a fatura, uma alternativa é o pagamento mínimo, geralmente indicado ao lado do total das compras. Muitas pessoas optam por isso, porém, não é a melhor opção.

Ao fazer isso, você entra no chamado crédito rotativo, este que possui juros muito altos.

Em muitos casos, é possível parcelar apenas pagando o valor da mensalidade que você escolher, sem necessitar entrar em contato com a instituição.

Em alguns outros, converse com o atendimento do banco e busque conhecer as condições disponíveis, como número de parcelas, taxas de juros e etc.

Parcelamento da fatura: vantagem ou cilada?

É bem fácil atrair-se pelo pagamento parcelado da fatura, porém, a verdade é que em pouquíssimos casos ele realmente compensa.

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A orientação dada pelos especialistas é só se render a essa possibilidade caso não haja uma alternativa melhor.

Mas por que o parcelamento não é tão atrativo?

Os juros praticados pelos cartões de crédito são os mais altos do mercado. Sendo assim, se você conseguir pegar um empréstimo e pagar a fatura totalmente à vista, será um negócio melhor.

Mas nunca se deixe seduzir pelo parcelamento em 24 meses se o seu orçamento permite a quitação em menos tempo. Analise o número e o valor das parcelas e escolha a que você consegue pagar em menos tempo.

Quanto mais mensalidades, maiores serão os juros a serem pagos.

Em síntese, nunca ignore o pagamento da sua fatura ou pague apenas o mínimo indicado. Se você não conseguir pagar o valor completo, pode negociar com o banco o parcelamento ou contratar um empréstimo para fazer essa quitação.

Ao decidir parcelar sua fatura, lembre-se de se atentar a tudo, e não somente ao valor a ser pago no mês.

Analise os juros que você vai pagar com o parcelamento da fatura e coloque no papel qual será o valor final. Compare com opções de empréstimo e faça aquilo que for mais saudável para o seu bolso.

 

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Pablo Januario