Porque você não deve entrar em uma pirâmide financeira

Atualizado em 5 de jan de 2021
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Pirâmide financeira: é bem possível que você já tenha ouvido esse termo.

Antes mais explícitos, os esquemas de pirâmides ainda continuam existindo, mesmo que com uma nova roupagem e um pouco mais discretos.

E atualmente, com a instabilidade financeira, pandemia, oscilações de mercado e as mudanças causadas pela Reforma da Previdência, cada vez mais os trabalhadores têm procurado por formas de fazer o seu dinheiro render.

As buscas por informações sobre day trade, investimentos e compra de ações cresceram bastante nos últimos meses, e os especialistas apontam isso como uma tendência que deve continuar nos próximos anos.

A verdade é que o futuro se tornou uma grande incógnita, uma preocupação para o brasileiro, e isso é – apesar de todos os reveses – uma grande vitória.

A procura por novas fontes de renda, no entanto, não deve nos tornar pessoas ingênuas quanto às possibilidades do mercado e a ocorrência de possíveis fraudes, que infelizmente estão em todos os cantos.

Para te ajudar a entender mais sobre o que é uma pirâmide financeira, quais os males que ela propicia e como identificar esse tipo de golpe, reunimos algumas informações relevantes abaixo.

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Você vai conhecer esquemas que são vendidos frequentemente como uma possibilidade de fazer dinheiro sem esforço, e em muitos casos, acabam se revelando um grande problema.

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Pirâmide é, antes de tudo, um crime

A prática de pirâmide financeira é proibida no Brasil. Segundo a Lei 1.521/51, ela é um crime contra a economia popular, uma vez que promete um retorno financeiro em pouco tempo, entretanto, não explica um fato importante: ela só é vantajosa enquanto o participante conseguir trazer novas pessoas para o esquema.

Quando isso para de acontecer, o dinheiro acaba e o esquema inteiro para de funcionar.

É por isso que devemos entender que os esquemas de pirâmide são baseados no recrutamento de novos participantes, que em muitos casos não estão cientes que estão entrando em um esquema criminoso.

Há modelos onde não há a venda de produtos, apenas a promessa de retorno financeiro via recrutamento.

Em outros casos – e isso pode acontecer até mesmo com marcas grandes e populares – até existe a venda de produtos, mas ela é apenas uma forma de camuflar a verdade da situação.

Como saber se uma proposta de negócios é uma pirâmide financeira?

Primeiramente, é preciso saber que um esquema de pirâmide não se venderá como um esquema de pirâmide: o “recrutador” tentará, desde o início, te convencer sobre um novo possível modo de ganhar dinheiro, com um processo idôneo e cheio de vantagens.

Hoje em dia, não é incomum que esse discurso se utilize de lugares comuns e histórias de sucesso, bem no estilo dramático, com pessoas que passavam por dificuldades financeiras e conseguiram – em pouquíssimo tempo – mudar de vida, comprar uma casa na praia, abrir um negócio, viajar o mundo e etc.

E é claro que é possível esse tipo de história ter acontecido com alguém sem a ajuda de um processo ilegal, mas saiba que a chance é muito pequena.

Como identificar uma pirâmide financeira?

Abaixo, vamos citar algumas características que compõem (na grande maioria dos casos) um esquema de pirâmide. Confira:

  • Promessa de lucro enorme ou pelo menos de um retorno alto, garantido;
  • Lucro alto ao indicar o esquema a novas pessoas para a “grande e inovadora oportunidade de negócios”;
  • Falta de informações sobre o produto a ser vendido;
  • Falta de informações relevantes sobre a empresa responsável pelo produto em questão e pelos responsáveis financeiros por todas as transações.

Marketing multinível é pirâmide financeira?

Não, se tratam de duas coisas diferentes. O marketing multinível é usado por muitas empresas sérias e idôneas, como a Avon. Nesses casos, você não tem um retorno garantido, visto que o participante só ganha dinheiro ao fazer vendas, e, além disso, há transparência em todo o processo de entrada e negociação de valores.

É um tipo de modelo de negócios sustentável, onde existe a distribuição de serviços ou produtos através da indicação de outras pessoas que estão a par de todas as informações a respeito da empresa para qual estão trabalhando, além da margem de lucro que possivelmente terão.

Na pirâmide financeira, nem sempre existe um produto à venda, como já mencionado ao longo deste texto, e boa parte das promessas de lucros financeiros vem da obrigação de trazer novos participantes ao esquema.

Há muitos casos de esquemas de pirâmide onde os participantes são obrigados a comprar uma quantidade específica de produtos ou então pagar por treinamentos de persuasão – outra forma de tirar dinheiro das pessoas que estão procurando por maneiras de ter uma renda extra.

É possível resumir essa situação do seguinte modo: entrar em uma pirâmide é, basicamente, investir dinheiro em algo que não existe de fato, e na tentativa de recuperar o montante investido, busca-se aliciar outras pessoas para o esquema criminoso com enormes possibilidades de falência ou até coisas piores.

Agregar pessoas para situações consideradas ilegais por lei, como acontece nos recrutamentos feitos com indivíduos que não estão cientes que estão sendo levados para um esquema de pirâmide financeira, também é considerado uma atitude criminosa e passível de consequências jurídicas.

Conclusão

O esquema de pirâmide já foi bem mais popular no Brasil, entretanto, ela não desapareceu por completo e – infelizmente – continua lesando muitas pessoas.

Diferentemente de anos atrás, atualmente a pirâmide financeira é travestida de outros tipos de negócios, mas o seu intuito ainda é o mesmo: lucrar em cima da entrada de novos participantes, que desconhecem o funcionamento do esquema.

De toda a forma, ter atenção nunca é demais. Tenha muito cuidado ao ser apresentado a uma proposta inegável de negócios, com retorno rápido, lucros exorbitantes e de forma fácil.

Na grande maioria dos casos, quando isso é proposto pode ter certeza que se trata de um esquema do tipo, e que você, muito provavelmente acabará perdendo o seu dinheiro.

Cuidado, cautela e saber onde está colocando o seu dinheiro é fundamental para evitar cair em golpes.

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Pablo Januario