Pride Bank: É bom? Como funciona? Tudo sobre o banco LGBTI+

Atualizado em 23 de nov de 2019

Foi lançado recentemente, em novembro de 2019, o Pride Bank. Surgiu como o primeiro banco digital LGBTI+. A diferença dele para as outras instituições financeiras é que parte de seus lucros é destinada ao Instituto Pride, que reparte valores entre instituições que agem para defender a comunidade LGBTI+.

O Pride Bank foi fundado no dia 13 de novembro de 2019, sendo idealizado pelos amigos Alexandre Simões e Maria Fuentes. A ideia foi apresentada a Digital Banks, que gostou do projeto e decidiu tirar do papel. Uma das diretrizes escolhidas foi que o banco deve atender os clientes e não o contrário.  Outro objetivo é não discriminar as pessoas por sua orientação sexual.

Quais serviços o Pride Bank oferece?

O Pride Bank foi lançado recentemente e por isso ainda trabalha com uma versão beta. É mais um banco que vai atuar de maneira digital, segmento que tem avançado muito nos últimos anos. Serão permitidos serviços para pessoas física e jurídica, transferências entre contas, pagamentos, depósito, recarga e compra de créditos, entre outros serviços.

O Pride Bank já conseguiu acertar contrato com diversas empresas para o serviço de recargas, como Vivo, Tim, Oi, Oi TV, Claro, Claro TV, Uber, Google Play, Sky, Correios celular, Nextel, Spotify, Xbox, League of Legends, Blizzard, Level Up! e Steam.

Pride Bank

Quais as tarifas do Pride Bank?

Diferente de outros bancos digitais, o Pride Bank cobrará tarifas para a manutenção mensal da conta. Para pessoa física serão descontados R$ 4,99 ao mês, enquanto para pessoa jurídica os valores sobem para R$ 19,99.

O Pride Bank deverá apresentar em breve quatro alternativas de contas para pessoa física e jurídica, sendo que cada um possui suas vantagens e cobranças diferenciadas.

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A missão do Pride Bank

Assim que foi fundado, o Pride Bank definiu os valores que guiariam a instituição, como respeito, empatia, tecnologia, inovação e diversão. Para garantir transparência em suas movimentações financeiras, possuem tecnologia desenvolvida em blockchain, permitindo rastreabilidade.

A empresa busca a empatia com todos os clientes, eles acreditam que o respeito é fundamental para o sucesso de qualquer atividade. Pensam ainda que o banco precisa ser criativo e inovador, com produtos ideais para o grupo LGBTI+.

Quais serão as instituições beneficiadas pelo Pride Bank?

O Pride Bank surgiu com o objetivo de apoiar instituições que lutam pelos direitos do grupo LGBTI+. É considerada uma empresa inclusiva, que está aberta a sugestões de seus clientes para incluir outras instituições em sua lista. Vamos destacar três delas:

– A Casa Arouchianos é uma instituição que fica no Largo do Arouche, em São Paulo e tem o objetivo de incentivar a cultura, arte, esporte e política entre os membros do grupo LGBTQIAPD+.

– Outra instituição, a Casa Brenda Lee também fica em São Paulo e abriga portadores do vírus HIV, principalmente aqueles que foram abandonados por suas famílias. É uma entidade que trabalha para garantir a saúde pública e tentar reintegrações na sociedade.

– E a última, o Eternamente Sou, é uma ONG paulista que trabalha pelo atendimento psicossocial a pessoas idosas LGBT.

Leo Caprara