Tudo sobre refinanciamento – Vale a pena? Quando fazer? Entenda agora!

Atualizado em 18 de maio de 2020

É comum que muitos consumidores, após contratarem uma linha de crédito um tanto pesada para o orçamento, busquem por meios de trocar de dívida, sempre buscando por uma que seja mais acessível de quitar, permitindo uma mínima folga no orçamento. Em termos gerais, e principalmente em uma situação como a descrita acima, é possível afirmar que a ideia de realizar um refinanciamento vale a pena.

O refinanciamento é justamente o ato de trazer uma oferta de crédito que possua condições melhores aquelas disponíveis em modalidades comuns, como é o caso do empréstimo pessoal, cartão de crédito ou mesmo cheque especial. Em diversos casos, escolher o refinanciamento pode ser uma opção bem viável e benéfica para o cliente, já que ele tem chances e conseguir taxas de juros menores, o que consequentemente tornam o empréstimo mais barato, além do maior prazo de pagamento para o mesmo.

Em quais situações o refinanciamento vale a pena?

Bom, antes de optar pelo refinanciamento como uma forma de se livrar de um crédito que já não é atraente para o seu orçamento, é preciso estar atento a algumas condições interessantes que realmente possam tornar essa alternativa de crédito melhor que a anterior.

O refinanciamento é uma saída interessante quando o mesmo permite que o cliente tenha um crédito mais saudável para o seu orçamento, geralmente, com uma dívida mais barata por possuir taxas de juros menores.

Ou seja, para descobrir se o refinanciamento que você está paquerando é bom ou não para o seu bolso, é de suma importância comparar as ofertas e ter muita atenção quanto às mudanças em todas as suas variáveis, pois existem taxas envolvidas na operação, valores de prestação, prazo de pagamento e custo total do crédito, e tudo isso implica na comparação se o refinanciamento é viável ou não.

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Como funciona o refinanciamento?

É bem simples e não possui nenhum segredo. Basicamente, se trata da troca de um empréstimo antigo por um novo, com alterações no prazo de pagamento ou mesmo no valor contratado. O tradicional financiamento está vinculado a uma linha de crédito que o consumidor contrata para um fim em específico, seja para a compra de uma casa ou um carro. Já o refinanciamento, o bem é utilizado como uma garantia de pagamento da dívida adquirida anteriormente.

Nisso, o valor emprestado pela instituição pode ser utilizado para qualquer fim que o cliente queira, podendo ser aplicado no investimento de um negócio, reforma da casa ou mesmo quitação de dívidas.

No Brasil, as opções de refinanciamento mais conhecidas são as de automóveis e imóveis, e o que ocorre no processo é algo chamado alienação fiduciária, ou seja, o bem apresentado como garantia fica condicionado ao pagamento do empréstimo, ainda que continue sendo propriedade direta de quem contratou o refinanciamento, podendo continuar a ser usado de modo normal.

Ao fim do pagamento da dívida, a alienação fiduciária é desfeita.

Por que fazer um refinanciamento? Quais as vantagens?

A maior vantagem do refinanciamento é, basicamente, o acesso a taxas mais baixas. E como ele se trata de um operação com garantia de pagamento, os riscos de inadimplência da instituição financeira é bem menor, que torna as condições mais interessantes para o consumidor.

Para que você tenha uma ideia, confira o valor médio da taxas de juros praticadas em algumas modalidade de crédito e perceba a diferença delas para o refinanciamento:

  • Parcelamento de cartão de crédito: 150,9% ao ano
  • Rotativo do cartão de crédito: 146,7% ao ano;
  • Empréstimo pessoal: 94,7% ao ano;
  • Cheque especial: 130% ao ano;
  • Refinanciamento de automóvel (Creditas): 17,88% ao ano;
  • Refinanciamento de imóvel (Creditas): 11,88% ao ano;
  • Empréstimo consignado (Creditas): 15,48% ao ano.
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Pelo fato de envolver bens duráveis como garantias, o refinanciamento de imóvel e de automóvel possuem prazos de pagamento mais longos, e assim, as parcelas tendem a ficar menores e mais acessíveis.

Imóvel: vale a pena refinanciar?

De todo o mercado, a modalidade de refinanciamento de imóvel é uma das mais atraentes. Geralmente, as taxas praticadas nessa modalidade começam em 0,99% ao mês + IPCA e o cliente pode ter acesso a valores que vão de 30 000 a 3 000 000 de reais em algumas instituições.

Como é um refinanciamento de imóvel, essa modalidade oferece quantias mais altas, que podem chegar até mesmo a 60% do imóvel em questão. Dado isso, a operação tende a exigir mais tempo para a preparação dos documentos e nem sempre são tão benéficas para quem deseja levantar recursos com urgência, ou mesmo para aqueles que precisam de valores menores.

Nessas situações, outras modalidades de crédito podem ser mais atraentes. Por exemplo, o refinanciamento de veículo permite que o consumidor use o seu automóvel como garantia, mesmo que ele ainda não esteja quitado, e assim, tem acesso a juros baixos, esses que ficam na média dos 18% ao ano.

Refinanciamento de veículo: vale a pena?

Assim como o refinanciamento de imóvel, o refinanciamento de automóvel – que também é conhecido como empréstimo com garantia de veículo ou mesmo auto equity – também possui boas condições de pagamento. Sempre vale a pena trocar uma dívida cara por uma que, no final das contas, saia mais barata por conter taxas de juros menores.

Para os consumidores que possuem despesas no cartão de crédito, o cheque especial ou demais linhas de crédito que possuem juros muito altos, procurar por empréstimos mais acessíveis, com prestações menores, é ótimo para evitar que a dívida vire uma bola de neve.

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Vale lembrar que, assim como qualquer outra solicitação de crédito, o refinanciamento também deve ser bem estudado. Compare as condições de demais modalidades, coloque na ponta do lápis qual será o valor final do crédito e como isso pesará em seu orçamento.

Se realmente for mais acessível que a sua dívida anterior, não tem porque não partir para essa. Muitas vezes, ao assinar um contrato de um financiamento, as pessoas não se atentam a todas as condições do mesmo, ou então deixam de considerar alguns fatores, e é comum que após um tempo tal crédito não pareça mais tão benéfico assim.

E é nesse momento que o refinanciamento pode vir como um salvador. Não deixe de considerá-lo!

Leo Caprara